Não é de hoje que alguns setores da sociedade preocupam-se com a questão da TI verde. Um dos resultados visíveis dessa preocupação é a publicação de um ranking, pelo movimento Greenpeace, em que as empresas são classificadas, de acordo com a preocupação com o meio ambiente, refletida no desenvolvimento de seus produtos. Nenhuma empresa gostaria de rivalizar com a Nintendo, que ficou isolada na última colocação no ranking do Greenpeace. De acordo com a lista, as empresas que exibem as melhores práticas ambientais na produção de eletrônicos são a Samsung e a Toshiba. O estudo analisa quais são as tecnologias usadas na produção dos eletrônicos, avalia a composição de seus componentes (as companhias perdem pontos caso esses componentes contenham excesso de material tóxico) e verifica se a empresa dá suporte para recolher e reciclar os produtos.
Essa nova conscientização no que se refere à TI verde estimula o lançamento de produtos capazes de gerar economia de energia da CPU. A Digitron, líder na fabricação de placas-mãe para computadores, lançou recentemente um novo produto dotado de tecnologia que gera até 70% em economia de energia da CPU. A nova placa-mãe Gigabyte GA-X48-DQ6, com tecnologia Dynamic Energy Saver (DES), chegou ao mercado com a intenção de contribuir com a sustentabilidade do meio ambiente. A tecnologia DES possibilita 70% de economia de energia da CPU e 20% de eficiência melhorada, com um simples clique de um botão. Além de ajudar na economia de dinheiro dos usuários em custos com eletricidade, as placas-mãe também podem reduzir o impacto ambiental do uso diário da tecnologia. Menor consumo elétrico significa menor desperdício de recursos.
De “burros” a “magros”: os terminais conhecidos como thin clients, que muitos consideravam condenados ao ostracismo, retornam à cena principal da TI, em função da onda da "computação verde". Daí a própria mudança de denominação, a fim de tornar a aceitação do produto mais palatável pelo mercado. Esses computadores quase caíram no completo esquecimento, com a adesão massiva ao PC tradicional, mas agora passam a ser vistos com bons olhos pelo mercado, já que seu consumo de energia pode corresponder a apenas 10% do consumo de seu rival mais comum nos escritórios. Esse fato funciona como um incentivo para as empresas que não querem agredir o meio ambiente e também economizar na conta de energia elétrica. Mas se a preocupação com a sustentabilidade nem sempre é tão forte, o apelo financeiro em geral convence. Estudos norte-americanos indicam que cada terminal magro consome por ano 150 dólares a menos em energia do que um PC. Embora não seja esperada uma repentina explosão na adoção de thin clients, o fato é que sua aceitação cresce dia a dia e deve continuar subindo.
Porém, todos concordam que para ser sustentável não pode ser mais caro. Ou seja, “ser verde” não pode significar menos eficiência ou comprometimento da rentabilidade. Com essas atitudes, mais do que apenas retorno financeiro, as empresas tendem a conquistar também mais respeito e admiração por parte da sociedade civil e dos clientes.
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